segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quem já serviu sucos?

Todo mundo já passou por essa situação: a de ganhar um presente e querer trocar porque não gostou. Melhor do que a roupa ficar parada no guarda-roupa! Mas vocês sabiam que a loja só faz isso se for "boazinha"? Não é direito do consumidor. Aqui no Brasil só é lei se a troca for por defeito! Só que o "jeitinho brasileiro" sempre reinou e eu nunca tinha visto uma loja recusar um pedido de troca por gosto, principalmente quando foi presente! E foi o que aconteceu, depois da moça chamar a a gerente, que ligou pra supervisora, que perguntou pra super-supervisora, que descobriu que não tinha mais pra quem perguntar, a mocinha da loja conseguiu trocar a peça! Na escola a gente vive dando uns "jeitinhos" também, e em todo lugar é assim. Talvez essa seja a forma da gente fazer algo de bom pelos outros, já que se for deixar pra justiça: -A corda sempre estoura pro lado mais fraco- como disse a própria PM no caso de um amigo que ano passado fez um BO contra um PM que "teria" roubado sua câmera de vídeo durante uma revista; e mais além com o caso da juiza que prendeu as vendedoras que não deixaram ela trocar uma roupa no shopping! Deixa quieto, e vamos dando um jeito, não vou mais chamar de jeitinho, porque é pejorativo chamar assim algo que ultimamente me parece tão bom! Daí a quermesse de um domingo tão frio como o de ontem terminou inesperadamente, e muita gente sobrou com dinheiro em fichas cor-de-rosa que com certeza não servirão pra nada na semana que vem. O menino da tenda de sucos agiu contra seus superiores (que ninguém sabe quem são, nem ele mesmo) e fez questão de continuar sozinho noite adentro com apenas 1 liquidificador trabalhando e serviu quanto suco fosse necessário pro pessoal gastar as fichas de algum jeito!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vestida de flores

Pintei uma história com poesia sobre a minha vó Tieta e inspirada pelos pássaros no fio elétrico de Jarbas Agnelli.
"É possivel ver poesia em qualquer lugar, depende só do jeito que a gente olha" - Agnelli



Vestida de flores

Tanta gente conheceu
A mulher baiana
Que na Av Imperatriz viveu
Uma arte Contemporânea

Na casa da minha vó
Pé de maracujá, carambola, pitanga, manga, pinha
Ninguém está só
Sopa de legume, moqueca, vatapá, ela na cozinha

Ela no quarto
Um bordado
Tremia, e daí eu falo
Colcha de retalho

Dona Tieta pegou um lápis colorido
O que será que ela viu
Um pássaro comprido, uma baiana festeira, um menino e sua bola
E todo mundo riu

Ela foi a feira
Voltou umas 4 e meia
Com frutas tipo amora e framboesa
Vambóra cambada que o doce tá na mesa

Nhoque de inhame
Banana cozida
Não tem quem não ame
Lembrar dela ainda em vida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Ainda"

Em algum dia especial desse ano tivemos uma aula na manhã de um sábado quente. A aula não era sobre nenhum conteúdo, nem de ciências, nem de matemática. Era aula de fazer arte! Cada professor se virou e teve pintura, teatro, jogos, malabarismos... Nesse dia todo mundo sabia porque estava ali!
No meio de uma aula comum sobre ecossistemas, uma mão se levanta energicamente:
-Professora, professora, posso fazer uma pergunta?
-Claro!
-Mas você vai responder?
-Sim, pode perguntar...
-Tem certeza?
-Se eu souber, vou!
-Promete?
-Vai logo que a aula tá acabando...
-Professora, mas responde hein, é importante...
-Tá...
-Por que a gente tem que "vim" pra escola?
Pensei durante 10 segundos: Sei a resposta correta (aquela que os intelectuais, mestres da educação me ensinaram na Licenciatura) mas não consegui dizer...travei... uma aluna me ajudou:
-Pra aprender!

E continuamos a aula por mais 3 minutos até que a sirene do sinal tocasse mais alto do que nunca nos nossos ouvidos, e antes mesmo que ele tocasse, a ânsia para que ele tocasse era tão forte que já
ninguém prestava atenção na aula... Mais do que tudo as vezes parece que a escola é uma obrigação, uma obrigação militar, e como tantas outras obrigações não deixa de ser autoritária como ponto de partida! Por isso que os melhores professores (nesse esquema de escola) são os que usam os palavrões, os apitos, os gritos de guerra! E disso posso falar com experiência própria, eu experimentei:
BARULHO NA SALA
Gritei:
-Cara...
SILÊNCIO!
-coles!!!!!!!
RISADAS...

Ps: Post em homenagem a peça global recheada de palavões e-d-u-c-a-t-i-v-o-s que a secretaria nos levou!

sábado, 7 de maio de 2011

A festa da Jeca

Não tem mais como evitar, eu tenho que declarar meu profundo medo de entrar num lugar onde todo mundo já está! Já falei em posts passados que tenho consciência de ser meu narciso interno atacando. E ele é forte! É como uma bactéria, um H. pylori. Dessa vez foi no estômago do Face Book, finalmente eu encarei essa festa. E realmente pra entrar numa rede social tem que ser desinibido, coisa que como dizia minha vó, eu preciso de um tempo. Mas fui lá! Entrei caladinha como sempre, já tinha um monte de gente lá, conversando, trocando ideias, tava rolando músicas, vídeos, uma festa daquelas! E eu ali, meio sem jeito. Ainda bem que logo de cara os organizadores me deram uma tarefa, ah, assim é melhor, nada como lavar a louça numa festa, arrumar alguma pilha de qualquer coisa, abrir o portão, etc pra quem é tímido é o melhor remédio. Só que a tarefa consistia em rejeitar ou curtir certos grupos de pessoas, e se a tal pessoa descobre que você rejeitou ela?! Fui embora da festa mais cedo, como sempre...Conclusão, só vou entrar no face de novo com antibiótico ou bêbada, ou de touca, ou acompanhada do meu amor! : )

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Querida encolhi as crianças...

Ai que coisa são nossos olhos! Tudo depende da comparação que a gente faz com outras coisas. Uma hora o sol nos parece ser um astro gigante, outra hora a gente vê que é mais uma poeirinha no meio de outros astros milhares de vezes maiores! Até a lua engana a gente. Quando ela aparece lá em cima no céu escuro parece do tamanho de uma moeda de 5 centavos, enquanto quando ela aparece no horizonte, linda, cheia e colorida parece do tamanho de uma fita crepe. Mas dizem os ilusionistas que só "parece"! Pegue uma moeda e meça para testar, já que na verdade são nossos olhos de novo comparando a lua com os prédios, as montanhas e outras coisinhas do horizonte! Tomara que nossos olhos não se acostumem com as crueldades pra gente não esquecer que crueldades pequenas também são terríveis! E sem querer, com tantas crueldades, quando uma pequena crueldade como a morte de um formiga acontece, poucos se compadecem... As vezes me sinto como o menino encolhido dentro do leite com sucrilhos com meu pai prestes a me engolir sem me perceber ali! E eu grito: - Socorro, socorro Freud!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sistema, apareça!

Vocês já devem ter ouvido aquela desculpa: - Sinto muito, o sistema não permite! No supermercado, pelo telefone, na escolinha de inglês, em todo lugar as coisas emperram no meio do caminho por causa Dele! Eu já ouvi muito, mas parece que hoje em dia com a ajuda de programas como o CQC, as coisas estão mudando. É uma desmascaração total! Pelo menos agora a gente sabe que o tal do Sistema não é um deus louco malvado e sim são pessoas. Pessoas como eu, você, minha vizinha, etc! Pessoas que também estão com medo do sistema sem perceber que elas mesmas são o tal! No momento estou chateada com as pessoas que ao invés de contratarem professores pra dar aulas aos alunos do ensino público de SBC, estão contratando pessoas quaisquer. Isso mesmo! E acabou de ter um concurso público e tem um monte de professores querendo trabalhar. Mas por quê? Claro, o sistema prefere assim! Não precisa aumentar o salário do professor, e a escola pública continua caminhando chorosa e injustiçada!

terça-feira, 26 de abril de 2011

E "videaremos" o que é que pinta no horizonte...

Em tempos modernos de direitos humanos, coisas esquisitas podem acontecer, talvez bem ao estilo do que acontece no filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Bastou Alex, o cara que curtia Beethoven, ultraviolências e estupros tentar suicídio depois de um tratamento alternativo contra a violência (mas ele deveria ter ficado preso por longos 14 anos), que ele ganhou milhares de privilégios como desculpas pelo mal que fizeram a ele! No mundo real Jimmy, um chimpanzé que nunca fez mal a ninguém já está há 13 anos preso e isolado no zoológico do RJ e recentemente perdeu direito alternativo de "liberdade" (ambientalistas gostariam que ele fosse transferido para um santuário) porque a justiça carioca determinou que apesar de o chimpanzé ser o parente mais próximo do homem, o mesmo não pode ser considerado gente. Irônico, porque esse apelido de parente mais próximo, é justamente o título do livro de Roger Fouts onde ele conta sua aventura ao lado de uma chimpanzé, a Washoe, que aprendeu a linguagem de sinais, foi sua amiga, e dentre outras tantas características peculiares de personalidade forte fez com que ele no fim do livro sugerisse que os chimpanzés tivessem direitos e fossem tratados como pessoa. O presidente da OAB disse que a decisão do tribunal de justiça do RJ foi tecnicamente correta, porque os direitos são feitos para humanos, e assim, apesar das 400 denúncias diárias que SP recebe de maus-tratos aos animais, continuamos desperdiçando direitos aos "Alex" deste mundo.