Já aconteceu com você de descobrir uma nova palavra e depois disso esta palavra aparecer em todo lugar incansavelmente? Isso aconteceu comigo quando descobri "epistemologia" lá pelo terceiro ano da faculdade. E agora ela aparece em todo canto, ela me persegue e eu persigo ela porque realmente é difícil de entender que se deve entender o entendimento! Tenho um amigo filósofo que dizia sobre sua filha mais nova querer ser cantora: tudo bem, mas ela tem que fazer faculdade também, mesmo que de qualquer coisa, pra ter um conhecimento crítico! Pra ele (e pelo jeito pra outros filosofos também) tudo é relativo, tem lógica, ele já foi padre e agora é ateu. Ele diz que ser filosofo agora é para sempre, apesar de ser funcionário público e trabalhar em outra área há muitos anos. E estou indo no mesmo caminho, quando alguém mostra uma monocultura de eucaliptos e diz: -que bela floresta! Lá vem um pensamento me cutucando: -floresta uma ova! Quando falam tantas outras anti-epistemologias quase fico louca também!!! Mas fiquei feliz de saber que o Jimmy, o chimpanzé que estava preso num zoológico agora conseguiu um direito de ter um lar com outras companhias mais legais. Desde que eu era criança eu sei que os animais tem sentimentos, e isso me persegue por toda vida: ao mesmo tempo assisti "os pinguins do papai" e tô lendo "água para elefantes", se alguém tem dúvida de que animais tem sentimentos tenho um saber-que, saber-como e saber-por-familiaridade pra tirar a dúvida! Será que sou gente e vou virar um animal?
Tudo começou com um livro de receita e uma figura bem peculiar de alguma erva que seria colocada sobre o arroz. Parecia o musgo de java do aquário do F., mas não era. E virou um blog verde, alegre e esportista.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Minha natureza
Já aconteceu com você de descobrir uma nova palavra e depois disso esta palavra aparecer em todo lugar incansavelmente? Isso aconteceu comigo quando descobri "epistemologia" lá pelo terceiro ano da faculdade. E agora ela aparece em todo canto, ela me persegue e eu persigo ela porque realmente é difícil de entender que se deve entender o entendimento! Tenho um amigo filósofo que dizia sobre sua filha mais nova querer ser cantora: tudo bem, mas ela tem que fazer faculdade também, mesmo que de qualquer coisa, pra ter um conhecimento crítico! Pra ele (e pelo jeito pra outros filosofos também) tudo é relativo, tem lógica, ele já foi padre e agora é ateu. Ele diz que ser filosofo agora é para sempre, apesar de ser funcionário público e trabalhar em outra área há muitos anos. E estou indo no mesmo caminho, quando alguém mostra uma monocultura de eucaliptos e diz: -que bela floresta! Lá vem um pensamento me cutucando: -floresta uma ova! Quando falam tantas outras anti-epistemologias quase fico louca também!!! Mas fiquei feliz de saber que o Jimmy, o chimpanzé que estava preso num zoológico agora conseguiu um direito de ter um lar com outras companhias mais legais. Desde que eu era criança eu sei que os animais tem sentimentos, e isso me persegue por toda vida: ao mesmo tempo assisti "os pinguins do papai" e tô lendo "água para elefantes", se alguém tem dúvida de que animais tem sentimentos tenho um saber-que, saber-como e saber-por-familiaridade pra tirar a dúvida! Será que sou gente e vou virar um animal?
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Querida encolhi as crianças...
Ai que coisa são nossos olhos! Tudo depende da comparação que a gente faz com outras coisas. Uma hora o sol nos parece ser um astro gigante, outra hora a gente vê que é mais uma poeirinha no meio de outros astros milhares de vezes maiores! Até a lua engana a gente. Quando ela aparece lá em cima no céu escuro parece do tamanho de uma moeda de 5 centavos, enquanto quando ela aparece no horizonte, linda, cheia e colorida parece do tamanho de uma fita crepe. Mas dizem os ilusionistas que só "parece"! Pegue uma moeda e meça para testar, já que na verdade são nossos olhos de novo comparando a lua com os prédios, as montanhas e outras coisinhas do horizonte! Tomara que nossos olhos não se acostumem com as crueldades pra gente não esquecer que crueldades pequenas também são terríveis! E sem querer, com tantas crueldades, quando uma pequena crueldade como a morte de um formiga acontece, poucos se compadecem... As vezes me sinto como o menino encolhido dentro do leite com sucrilhos com meu pai prestes a me engolir sem me perceber ali! E eu grito: - Socorro, socorro Freud!
terça-feira, 26 de abril de 2011
E "videaremos" o que é que pinta no horizonte...
Em tempos modernos de direitos humanos, coisas esquisitas podem acontecer, talvez bem ao estilo do que acontece no filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Bastou Alex, o cara que curtia Beethoven, ultraviolências e estupros tentar suicídio depois de um tratamento alternativo contra a violência (mas ele deveria ter ficado preso por longos 14 anos), que ele ganhou milhares de privilégios como desculpas pelo mal que fizeram a ele! No mundo real Jimmy, um chimpanzé que nunca fez mal a ninguém já está há 13 anos preso e isolado no zoológico do RJ e recentemente perdeu direito alternativo de "liberdade" (ambientalistas gostariam que ele fosse transferido para um santuário) porque a justiça carioca determinou que apesar de o chimpanzé ser o parente mais próximo do homem, o mesmo não pode ser considerado gente. Irônico, porque esse apelido de parente mais próximo, é justamente o título do livro de Roger Fouts onde ele conta sua aventura ao lado de uma chimpanzé, a Washoe, que aprendeu a linguagem de sinais, foi sua amiga, e dentre outras tantas características peculiares de personalidade forte fez com que ele no fim do livro sugerisse que os chimpanzés tivessem direitos e fossem tratados como pessoa. O presidente da OAB disse que a decisão do tribunal de justiça do RJ foi tecnicamente correta, porque os direitos são feitos para humanos, e assim, apesar das 400 denúncias diárias que SP recebe de maus-tratos aos animais, continuamos desperdiçando direitos aos "Alex" deste mundo.
segunda-feira, 28 de março de 2011
"Amor é fogo que arde sem se ver"- - Camões
Você já leu o livro: "A insustentável leveza do ser" do autor tcheco Milan Kundera? É um livro bem maluco de se ler, mas sabe quando fica na cabeça pro resto da vida? Pois é! Eu já li faz muito tempo, e lembro de alguns trechos inesquecíveis, como por exemplo que não se deve brincar com metáforas, porque o amor nasce sempre de uma boa metáfora, quando alguém é escrito na nossa memória poética por qualquer motivo que seja... E toda vez que o assunto é - qual a razão de duas pessoas se gostarem tanto - eu me lembro do livro! Existem pessoas que acreditam em destino, existem pessoas que acreditam na química, que era pra ser assim, ou até que estiveram juntos em vidas passadas. Mas repara, pergunta pra pessoa que gosta de você se existiu alguma comparação? Ou se você também faz comparações. Com certeza sim! Por exemplo, ah... no dia que eu me apaixonei por você no lugar X, nem era pra eu estar lá, porque duas semanas antes eu tinha sido convidado pra estar no lugar X, só que alguém deu o cano, mas alguns dias depois um tio que eu não via à séculos comentou sobre o lugar X, e mesmo assim não teria como eu ir. Daí um amigo de longa data apareceu do nada numa visita bem no grande dia de ir ao lugar x, querendo sair, já era tarde, não tinha roupa e mesmo assim acabei indo e te conhecendo, nos apoixonamos! Ou sei lá, outro exemplo... alguém quando você era criança disse que se apaixona por cores de roupa, daí você fica com isso na cabeça e decide que gosta da cor amarela. E bem num dia que um amigo seu está de amarelo, você percebe que ele é o homem da sua vida...Entenderam? Já aconteceu?
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